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4 estratégias para fazer avaliação formativa

Como fazer avaliação formativa com tecnologia? Avaliar e verificar a compreensão de forma significativa tem sido um desafio de diversos pesquisadores nas últimas décadas. Com as rápidas e constantes mudanças no mundo moderno, abordagens diferentes tornam-se necessárias para uma efetiva avaliação das competências desenvolvidas.

Ao usarmos estratégias formativas de avaliação passamos a acompanhar todas as etapas do processo de ensino e aprendizagem. Com isso diagnosticamos com maior rapidez e precisão, como cada estudante está assimilando e significando o conteúdo. Verificamos também se todos estão no mesmo ritmo e com isso, quais conceitos precisam ser revisados e melhor trabalhados.

Escutar a resposta de cada estudante ou coletar as respostas escritas para correção posterior pode tornar essa tarefa cansativa. Contudo, as abordagens avaliativas podem ser facilitadas pela tecnologia. Utilizando computadores, notebooks, tablets ou smartphones você pode potencializar a sua prática de avaliação formativa e com isso estimular o engajamento dos estudantes por meio de abordagens pedagógicas ativas. Confira abaixo 4 estratégias para fazer avaliação formativa e aproveite os benefícios que a tecnologia pode oferecer como instrumento de avaliação e verificação de sua aula.

ESTÍMULO – RESPOSTA EM SALA DE AULA

Você já pensou em realizar uma pesquisa no início da aula para medir o grau de conhecimento dos seus estudantes sobre aquele assunto da aula? Já pensou em começar a aula com uma pergunta sobre conteúdos já trabalhados? E o que você acharia de colocar uma pergunta de múltipla-escolha no meio de sua apresentação?

A utilização de aplicativos de Planilhas e Questionários Online pode ajudá-lo a medir o nível de compreensão do grupo de estudantes, bem como aumentar o nível de engajamento. Como se trata de uma atividade diária de sua rotina (usar dispositivos digitais para interagir) os estudantes se sentem motivados a participar.

Além disso, essas ações avaliativas possibilitam desdobramentos e diálogos dos assuntos abordados. Permite também identificar e gerar um registro do desempenho individual dos estudantes, possibilitando ações imediatas para mitigar as dificuldades diagnosticadas.

Vídeos, podcasts e gravadores de tela

O recurso audiovisual como resposta a uma pergunta ou situação-problema pode ser uma maneira criativa e estimulante para avaliar o desempenho dos estudantes. Devido às características digitais da nossa cultura atual, como defendem Levy (1999)¹ e Kerckhove (1997)², a utilização desses suportes midiáticos permite que sejam trabalhadas competências transversais como colaboração, comunicação, criatividade e pensamento crítico.

Os vídeos e áudios (podcasts) produzidos podem conter demonstrações práticas ou explicações conceituais sobre o assunto em questão da aula. A atividades propostas podem ser realizadas em grupos ou individualmente. Explore, estimule e utilize a fluência digital dos seus estudantes solicitando o compartilhamento de tutoriais com os colegas.

Defina também normas e regras claras para as atividades, como manter limite de tempo (menos de 2 minutos), por exemplo, pode tornar a análise dos vídeos mais gerenciável.

FÓRum de perguntas online

Criar um espaço para estimular as perguntas dos estudantes pode ser uma ótima maneira de solucionar dúvidas e acompanhar o desenvolvimento deles. Você pode utilizar um ambiente virtual de aprendizagem, blogs ou redes sociais para tornar o processo ágil e acessível. No caso de optar pelas redes sociais, crie grupos fechados de acordo com os objetivos de aprendizagem, para que você possa fazer a gestão do processo de modo mais eficiente.

Para saber como utilizar redes sociais em sala de aula, baixe gratuitamente o livro “Educação Ubíqua e Redes Sociais: Facebook e WhatsApp em Sala de Aula

Estimule os estudantes a compartilharem suas dúvidas, desafios e crie um sistema de reconhecimento para engajar a participação deles. Uma boa dica pode ser adotada é a abordagem de aprendizagem baseada em jogos!

Infográficos e mapas mentais

Sabe aquela frase, “uma imagem vale mais do palavras”?

Na educação, a utilização de elementos gráficos-visuais se justifica pelo seu poder sinestésico. Ou seja, toda as sensações e emoções que é capaz de desencadear, podendo aumentar a significação das situações de aprendizagem. Além disso, sua justificativa se baseia em estudos associados à neurociência e pela cultura imagética (e digital) atual (KERKCHOVE, 1997).

Portanto, nada mais eficiente do que criar situações significativas que envolvam a criação de imagens para verificar a compreensão sobre um determinado assunto. O poder de síntese, a organização das informações e a memorização são habilidades que devem ser trabalhadas em conjunto com outras competências, como por exemplo, o pensamento crítico e a criatividade.

Nesse sentido, recomenda-se a utilização de infográficos (que são recursos gráfico-visuais que permitem que um conteúdo seja explicado por meio de imagens e palavras), pois eles fornecem uma visão sistêmica (com conexões e associações) sobre todo o processo/assunto estudado. A sua criação pode ser feita por meio digital ou analógico.

Já os mapas mentais podem ser um excelente suporte avaliativo para educação, pois estimulam a representação de ideias e conhecimentos em formato gráfico-visuais, de fácil visualização e consulta. Além disso eles auxiliam na memorização e estimulam o pensamento crítico necessário para a explicitação de conhecimento.

Educação e Inovação

Para incorporar a avaliação formativa a sua prática docente, avalie qual das estratégias mais se adéqua ao seu estilo. Se você for realizar avaliações em sala de aula, lembre-se de conferir se os dispositivos que serão usados estão disponíveis e se há conectividade para fazer as interações.

Para interações fora da instituição de ensino é igualmente importante verificar se todos os estudantes possuem acesso aos recursos. É possível criar atividades em duplas e trios para garantir que todos sejam incluídos. Outra alternativa é utilizar estruturas públicas, como laboratórios de informática e espaços com internet aberta (shoppings, praças, restaurantes etc.).

Se você quiser conhecer mais sobre os desafios do “Professores do século XXI“, conheça o nosso curso gratuito acessando o link disponível aqui.

¹ LÉVY, P. Cibercultura. São Paulo: Ed. 34, 1999.
² KERCKHOVE, D. de. A pele da cultura. Trad. Luís Soares e Catarina Carvalho. Lisboa: Relógio D´Água Editores, 1997.

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