3 estratégias para uma aula centrada no estudante

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Transforme sua sala e seus estudantes com 3 estratégias para uma aula centrada no estudante!

Vamos fazer um exercício? Para ficar mais simples, vamos utilizar um exemplo, ok? Feche os olhos e imagine a sua aula mais recente. Agora responda: Quem está falando a maior parte do tempo? Quem está está explicitando o seu raciocínio a maior parte do tempo? Quem é o mais ativo e resolve os exercícios?

É provável que a resposta seja: o professor. E por mais que os estudantes resolvam exercícios e participem com comentários, ainda é provável que, na maioria das vezes, isso seja feito de modo individualizado e o professor ainda diga à eles como pensar e o que fazer.

Para engajar os estudantes e torná-los mais ativos no processo de ensino e aprendizagem, o pesquisador e professor de matemática Peter Liljedahl (Universidade Simon Fraser – Canadá), propõe três estratégias que você pode incorporar para criar uma sala de aula “pensante”. Elas estão divididas em: 1.Comece com “bons” problemas; 2. Use grupos aleatórios; e 3. Faça-os trabalhar de pé, com ajuda de suportes verticais.

#1 – Comece com “bons” problemas

A primeira estratégia proposta por Liljedahl é começar com “bons” problemas. O autor sugere o uso de problemas envolventes para estabelecer as “normas” de uma sala de aula “pensante” e que não são, necessariamente em um primeiro momento, baseados no currículo do ano escolar.

Uma vez que os estudantes foram ambientados à abordagem de aprendizagem baseada em problemas, você pode começar a escolher e incluir problemas baseados no currículo para atender às suas metas de aprendizagem. Assim, para cada objetivo de aprendizagem, você pode trabalhar com um problema, por exemplo.

Caso você precise de inspiração para desenvolver os problemas, Liljedahl oferece exemplos aplicados à sua área de atuação, a matemática. Ele oferece uma seleção de problemas envolventes que podem ser adaptados e utilizados no seu contexto de sala de aula (pode-se usar o tradutor para ajudar). Além disso, você também pode encontrar mais exemplos na página da Mathematics Task Centre.

Para outras áreas de conhecimento, você pode explorar problemas reais ligados à sua localidade e região, tais como: meio-ambiente, energias renováveis, trânsito e mobilidade, limpeza e saneamento básico, acessibilidade, sustentabilidade, entre outras.

#2 – Use grupos aleatórios

Para garantir a formação de grupos aleatórios, cumprimente todos os dias os estudantes com uma carta de baralho, que deve ser entregue ao entrarem na sala de aula. A carta de baralho irá designar de forma transparente e aleatoriamente através do naipe, o grupo com o qual ele irá trabalhar naquele dia. Recomenda-se que os grupos sejam de 3 a 5 estudantes, dependendo do tamanho da turma. Pois, grupos maiores tornam-se mais fáceis distrações e falta de engajamento para a atividade.

Leia mais sobre o assunto em: Estratégias para criar colaboração em sala de aula

Liljedahl observa alguns benefícios ao implantar a rotina de agrupamentos aleatórios:

  • Os estudantes tornam-se dispostos a trabalhar com qualquer um de seus colegas.
  • Os estudantes compartilham e aprendem entre eles.
  • O professor se torna o orientador do processo de ensino e aprendizagem.
  • Os estudantes tornam-se mais envolvidos e entusiasmados com a aula.

Em suma, a implementação de grupos aleatórios promove um ambiente de sala de aula mais positivo e colaborativo professores e estudantes.

#3 -Trabalhe em pé, com suportes verticais

Com os grupos formados é hora de apresentar os problemas envolventes e colocar a mão na massa! Mas, onde eles irão explicitar os seus pensamentos? A última estratégia indicada por Liljedahl consiste em trabalhar em pé, de preferência com suportes verticais disponíveis na sala. Pode-se citar como por exemplo, quadros brancos, janelas (pode-se usar os marcadores), cartolinas fixadas em paredes ou cavaletes, ou até mesmo sobre as mesas.

Dica importante: Use uma caneta (ou marcador) por grupo, para que os parceiros trabalhem juntos na resolução do problema.

A justificativa para se trabalhar em pé, com suportes verticais, segundo o autor é que elas são estruturas que permitem flexibilidade e não são permanentes, permitindo aos estudantes maior mobilidade, contato múltiplos, bem como apagar facilmente as coisas enquanto trabalham no processo de resolução de problemas.

Durante esse processo é importante o professor observar os grupos e o desenvolvimento das atividades. O acompanhamento nesse momento de sala de aula permitirá identificar facilmente a necessidade de suporte e orientação.

Objetivo: PROPOSTA INTERDISCIPLINAR

A ênfase do exemplo utilizado por Liljedahl é voltada para a matemática, porém as estratégias descritas podem ser incorporadas em outras áreas de conhecimento. Que tal criar em parceria com outros colegas professores, um problema complexo que exija múltiplos conhecimentos para sua resolução?

Com essas atitudes você estimulará os seus estudantes a participarem mais na construção do conhecimento, estimulando além do conhecimento técnico, habilidades e atitudes associadas à colaboração, criatividade, pensamento crítico e comunicação.

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